ELEVAÇÃO DE ESTARREJA A CIDADE - CONCERTO COMEMORATIVO DO 15.º ANIVERSÁRIO

Evento Cultural


26 JAN. DOMINGO » 16H00
AUDITÓRIO ENTRADA GRATUITA*
MÚSICA | 90 MIN. | M/6

ELEVAÇÃO DE ESTARREJA A CIDADE
CONCERTO COMEMORATIVO DO 15.º ANIVERSÁRIO

A Câmara Municipal de Estarreja continua a valorizar os agentes culturais locais e convida a Orquestra Filarmonia das Beiras, sob a direção do Maestro Cláudio Ferreira, tendo como solistas Gabriel e Ricardo Antão. Três talentos da nossa terra que terão o merecido destaque neste dia de celebração.

 Neste espetáculo será apresentado o Concerto para Trombone e Orquestra de Nino Rota com o solista Gabriel Antão, a Sinfonia nº 4 "Italiana" de Felix Mendelssohn Bartholdyo. Será ainda a estreia da obra encomendada pelo Município de Estarreja, para assinalar o 15.º aniversário da elevação a Cidade, ao compositor estarrejense Alexandre Almeida, intitulada “Antão e quê...? Divertimento para Trombone, Eufónio e Orquestra”, com os solistas Gabriel e Ricardo Antão em trombone e eufónio, respetivamente. 

É indiscutível que o dia 26 de janeiro de 2005 permanecerá na história do Município de Estarreja. Era então publicada no Diário da República a Lei nº 3/2005 que oficializava a Cidade de Estarreja. O Artigo Único da Lei nº 3/2005 refere que “A Vila de Estarreja, no Município de Estarreja, é elevada à categoria de Cidade”. A lei foi aprovada pela Assembleia da República a 9 de dezembro de 2004, tendo sido promulgada pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, a 7 de janeiro de 2005.

*Levantamento de bilhete obrigatório na bilheteira do Cine-Teatro de Estarreja até 1 hora antes do início do espetáculo | entrada sujeita à lotação da sala

PROGRAMA

Nino Rota (1911-1979) – Concerto para Trombone e Orquestra

I.    Allegro giusto
II.    Lento, ben ritmato
III.    Allegro moderato

Alexandre Almeida (1985) - Antão e quê...? Divertimento para Trombone, Eufónio e Orquestra 

---------- INTERVALO ----------

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847) - Sinfonia nº 4, Italiana 

I.    Allegro vivace
II.    Andante con moto
III.    Con moto moderato
IV.    Saltarello. Presto

Orquestra Filarmonia das Beiras
Gabriel Antão, trombone
Ricardo Antão, eufónio
Cláudio Ferreira, maestro convidado

NOTAS BIOGRÁFICAS

CLÁUDIO FERREIRA | MAESTRO
Cláudio Ferreira iniciou os estudos musicais na Banda Bingre Canelense, prosseguindo a sua formação em trombone no Conservatório de Música de Aveiro e posteriormente na ARTAVE. Licenciou-se em Trombone e concluiu um Mestrado em Pedagogia do Instrumento, um Mestrado em Teoria e Formação Musical e um Mestrado em Direção pela Universidade de Aveiro com o maestro Ernst Schelle. No âmbito deste último Mestrado, sob orientação do maestro António Vassalo Lourenço, editou a obra Suite Africana de Frederico de Freitas, a publicar pela AvA Musical Editions.
Trabalhou com pedagogos e maestros, tais como António Saiote, Christopher Bochmann, Jean-Sábastien Béreau, Alberto Roque, Pascual Vilaplana e Jean-Marc Burfin e colaborou com diversas orquestras, nomeadamente a Orquestra Clássica da Madeira e a Orquestra do Algarve. Trabalhou ainda a sua técnica de direção de orquestra com o maestro Pedro Neves. Colaborou, como professor de naipe, com a Orquestra Clássica de Espinho.
Tem vindo a dirigir um número crescente de concertos em importantes locais e salas, sendo regularmente convidado para orientar estágios de orquestra. Apresentou-se em concerto com a distinta solista internacional Elisabete Matos, dirigindo Árias de Ópera de Verdi, Boito e Puccini. Dirigiu recentemente, como maestro convidado, a Orquestra Sinfónica da Escola Profissional de Artes Performativas da Jobra, a Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra e Coro do Projeto Xiquitsi em Maputo – Moçambique, a Orquestra Clássica do Centro e, como maestro assistente, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música. 
Atualmente é o maestro responsável pelos estágios de orquestra que os municípios de Trancoso, Mêda, Moimenta da Beira, Aguiar da Beira e Vila Nova de Foz Côa organizam conjuntamente. Para a presente temporada tem já agendados 31 concertos com diferentes orquestras escolares e profissionais. É o maestro titular da Orquestra Juvenil de Viseu e docente no Conservatório Regional de Música, Dr. José de Azeredo Perdigão.

GABRIEL ANTÃO | TROMBONE
Gabriel Antão estudou no Conservatório de Aveiro com o professor Luís Castro, prosseguindo estudos na Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo do Porto (ESMAE) na classe dos professores Severo Martinez e David Silva, e mais tarde na Universidade de Artes de Berlim (Alemanha) - como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian - na classe dos professores Stefan Schulz, Andreas Klein e Rainer Vogt. Paralelamente, concluiu o Doutoramento em Educação e Interculturalidade, bem como o Mestrado em Gestão, ambos na Universidade Aberta de Lisboa.
Desde 2011 é trombone solista da orquestra Tonkünstler (Áustria) e tem colaborado com diversas orquestras como por exemplo Wiener Philharmoniker, Wiener Staatsoper, Wiener Volksoper, Opernhaus Zürich, Hamburger Philharmoniker, Rundfunk-Sinfonieorchester Berlin, Deutsches Sinfonieorchester Berlin, MDR Sinfonieorchester Leipzig, entre outras. Foi também membro da Gustav Mahler Jugend Orchester e da NJO Summer Academy.
Gabriel Antão foi premiado com o Prémio Helena Sá e Costa, o Prémio Emory Remington (com a classe de trombones da Universidade de Berlim) o Prémio dos Rotários do Porto, 2°Prémio no Prémio Jovens Músicos, 1° Prémio no Concurso Terras de La Salette, o prémio Engenheiro António de Almeida (para melhor aluno a terminar o curso nesse ano) e mais recentemente o 1°Prémio aexequo com o pianista Pedro Costa no Concurso de Interpretação do Estoril.
A nível de música de câmara é membro do grupo Mr. SC and the Wildbones Gang, e colaborou com ensembles como Les Dissonances (Paris), RSBrass (Berlim) e PhilBlech (Viena). Juntamente com o pianista Pedro Costa participou no festival Cistermúsica de Alcobaça e no Festival Internacional de Música da Póvoa do Varzim e realizou também uma série de concertos com o trompetista Konradin Groth e o Pianista Jonathan Alder.
Apresentou-se ainda como solista com a Das Sinfonieorchester Berlin na Philharmonie de Berlim, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa no Festival ao Largo, com a Orquestra Filarmonia das Beiras, com a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, com a Orquestra Sinfonieta da ESMAE e com a Banda Sinfónica do Conservatório de Música de Aveiro.

RICARDO ANTÃO | EUFÓNIO
É professor de Eufónio e Música de Câmara na Universidade de Aveiro, professor de Tuba/Eufónio e Música de Câmara na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), professor de Tuba/Eufónio e Classe de Conjunto no Conservatório de Música da JOBRA, professor de Tuba/Eufónio na Academia de Música de Paços de Brandão e Artista Yamaha.
Foi professor convidado no Festival SliderAsia 2017, onde também se apresentou em recital. É convidado para orientar masterclasses um pouco por todo o país, mantendo também uma grande atividade como solista. É membro fundador dos grupos: Ensemble Português de Tubas “How Low Can You Go?”, Trítono, DualSim, BlindDuo, Dual Soundway e NoMad Duo. Estreou obras dos compositores Daniel Schvetz, André M. Santos, Matthew Murchison, Marco Alves, Daniel Moreira, Daniel Martinho, Filipe Lopes, Bruno Ferreira, Bernardo Lima e Samuel Pascoal. Foi júri convidado do “XIV Concurso Internacional de Instrumentos de Sopro Terras de La Salette”, em Abril de 2019, onde também se apresentou a solo, realizando a estreia nacional do Concerto para eufónio de Patrick Schulz.
Iniciou os seus estudos musicais na Banda Visconde de Salreu, tendo prosseguido no Conservatório de Música de Aveiro. Após concluir a licenciatura com distinção na ESMAE, realiza o Mestrado em Eufónio, na classe do professor Thomas Rüedi em Berna, Suíça. Ao voltar a Portugal realiza o Mestrado em Música – Interpretação Artística em trombone, na ESMAE, e paralelamente conclui o Mestrado em Ensino de Música na Universidade de Aveiro. Atualmente encontra-se a realizar o Doutoramento em Música, variante Interpretação, na Universidade de Évora.
Colaborou com várias orquestras e formações, entre as quais Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Gulbenkian, Orchestre Philharmonique de Nice, 21st Century Orchestra, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Filarmónica Portuguesa, Banda Sinfónica Portuguesa, Orquestra Nacional de Jovens da Holanda, European Union Youth Wind Orchestra, European Youth Brass Band, Camerata Nov’Arte, Mr. SC and the Wild Bones Gang, Big Band de Estarreja.
Obteve o 3º Prémio no International Tuba and Euphonium Competition, Artist Euphonium Division, em Linz, Áustria, em 2012.


ORQUESTRA FILARMONIA DAS BEIRAS
A Orquestra Filarmonia das Beiras (OFB) deu o seu primeiro concerto no dia 15 de Dezembro de 1997, sob a direção de Fernando Eldoro, seu primeiro diretor artístico. Criada no âmbito de um programa governamental para a constituição de uma rede de orquestras regionais, tem como fundadores diversas instituições e municípios da região das beiras, associados da Associação Musical das Beiras, que tutela a orquestra.
A OFB é composta por 27 músicos de cordas, sopros e percussão de diversas nacionalidades, com uma média etária jovem e é, desde 1999, dirigida artisticamente pelo Maestro António Vassalo Lourenço. Norteada por princípios de promoção e desenvolvimento da cultura musical, através de ações de captação, formação e fidelização de públicos e de apoio na formação profissionalizante de jovens músicos, democratizando e descentralizando a  oferta cultural, a OFB tem dado inúmeros concertos,  além de desenvolver frequentes e constantes atividades pedagógicas (programas pedagógicos infanto-juvenis, cursos internacionais vocais, instrumentais e de direção de orquestra, etc.). Também sob estes princípios, apresenta, desde 2006, produções de ópera diversas (infantil, de repertório ou portuguesa).
A OFB tem participado nos principais festivais de música do país e do estrangeiro, ou em importantes cooperações e co-produções com outros organismos artísticos, sendo regularmente dirigida por alguns maestros estrangeiros e pelos mais conceituados maestros em atividade em Portugal e tem colaborado com músicos de grande prestígio nacional e internacional. Simultaneamente, tem procurado dar oportunidade à nova geração de músicos portugueses, sejam eles maestros, instrumentistas ou cantores. Do repertório da OFB constam obras que vão desde o Século XVII ao Século XXI, tendo a Direção Artística dado particular importância à interpretação de música portuguesa, quer ao nível da recuperação do património musical, quer à execução de obras dos principais compositores do século XX e XXI. 
 


Datas
2020-01-26 00:00:00 a 2020-01-26 00:00:00