Museu Fábrica da História – Arroz celebra dois anos a cultivar memórias
Exposição, teatro em miniatura e visitas guiadas gratuitas assinalam, nos dias 12 e 13 de setembro, o 2.º aniversário do Museu Fábrica da História – Arroz. Dois anos depois de abrir portas, o espaço tem vindo a recuperar memórias e saberes, aproximar gerações e valorizar o arroz enquanto património e elemento da identidade de Estarreja.
Inaugurado a 14 setembro de 2024, após a recuperação da antiga “Hidro-Eléctrica de Estarreja”, num investimento da Câmara Municipal de Estarreja, o Museu Fábrica da História – Arroz devolveu à comunidade um espaço marcante da história industrial e agrícola do concelho, transformando-o num lugar de preservação e transmissão da memória associada à cultura do arroz.
Ao longo destes dois anos, a atividade do Museu tem ultrapassado as suas paredes. Antigos trabalhadores regressaram à fábrica para partilhar histórias e vivências; a comunidade foi chamada aos arrozais; crianças e famílias descobriram o património através do teatro e de atividades educativas; e com a parceria de produtores locais foi possível manter vivos conhecimentos e práticas ligados ao cultivo do cereal. Foi também no museu que, em 2025, foi apresentado o Estarrico, doce desenvolvido a partir do arroz produzido no concelho, associando património, gastronomia e identidade local.
Dois dias para evocar memórias e visitar o museu com entradas gratuitas
É esta ligação entre memória, território e criação que marca o programa do 2.º aniversário, integrando também o festival ESTAU – Estarreja Arte Urbana (12 a 20 de setembro).
No dia 12 de setembro, às 17h00, é inaugurada a exposição de ilustração “Ciclo do Arroz”, de Anabela da Silva Ferreira (Beyond Sketches), que percorre as várias etapas do cultivo do cereal, da sementeira à colheita, destacando a sua importância económica, social e cultural.
Um dos momentos especiais das comemorações acontece no dia 13 de setembro, às 14h30 e às 17h00, com a estreia de “Um Tesouro na Palma da Tua Mão: Uma Estória Minúscula sobre um Lugar Imenso na Memória de Estarreja”, uma criação do Teatro e Marionetas de Mandrágora, encomendada pelo Município de Estarreja.
É um espetáculo de teatro lambe-lambe ou teatro de miniaturas, onde, dentro de uma pequena caixa, cabe um universo feito de arroz, máquinas, pessoas e recordações da antiga “Hidro-Eléctrica”, numa criação que recupera a memória de quem ali viveu e trabalhou.
Com sessões de seis minutos, em regime de rotatividade, o espetáculo convida cada espectador a espreitar bem de perto uma história em miniatura que guarda uma memória coletiva imensa. A criação tem direção artística, texto e encenação de Rúben Gomes, apoio à investigação do Museu Fábrica da História – Arroz, produção do Teatro e Marionetas de Mandrágora e coprodução do Município de Estarreja. Depois da estreia no Museu, a criação volta a ser apresentada no dia 20 de setembro, às 14h30, na Praça Francisco Barbosa, no jardim em frente à Capela de Santo António, integrada no ESTAU – Estarreja Arte Urbana.
Durante todo o fim de semana, dias 12 e 13 de setembro, entre as 10h00 e as 18h00, as portas do Museu estão abertas para visitas guiadas gratuitas.
Dois anos depois, a antiga fábrica continua a produzir: já não descasca arroz, mas cultiva memórias e mantém viva uma parte da identidade de Estarreja.


