Trânsito caótico na EN109 é uma das fortes preocupações

Comissão Municipal de Trânsito analisou 355 casos

quarta, 02 de março 2011

Num período de 5 anos, de 2006 a 2010, a Comissão Municipal de Trânsito (CMT) analisou um total de 355 situações de trânsito, numa média de 70 por ano, registando-se uma evolução considerável, só em 2010 foram 106 os casos em análise. O balanço foi apresentado por Diamantino Sabina, vereador do Pelouro do Trânsito da Câmara Municipal e presidente da CMT, que contestou o “trânsito exacerbado” da EN109, após a introdução de portagens na A29.

Essa é aliás uma das principais preocupações da CMT. As maiores dificuldades no trânsito local prendem-se com a EN 109, nomeadamente as situações de trânsito de pesados em meios urbano, as intersecções de vias urbanas e a ausência de passeios nesta via que atravessa 5 freguesias do concelho.

Nesse aspecto, “Estarreja regrediu em vez de evoluir”, afirmou ironizando que com duas auto-estradas a passar no concelho, os estarrejenses sejam confrontados diariamente com o “trânsito caótico na EN109. Não é uma alternativa! É insustentável!”. O autarca fez o convite, a quem desconhece esta situação, para que viaje do Porto para Estarreja pela EN109. Quem fizer o mesmo percurso pela A29 ou A1 irá “sozinho na estrada. Um luxo”. E um desperdício.

Diamantino Sabina acrescentou que este “trânsito exacerbado não se coaduna com a nossa realidade urbana” por isso a Câmara Municipal está a monitorizar e a fazer o acompanhamento da situação podendo vir a decidir a proibição de trânsito a pesados no troço municipalizado da EN109.

A criação de Circular à Cidade de Estarreja, prevista no acordo de medidas compensatórias assumidas pelo Governo, será indispensável para desviar o trânsito de pesados do centro urbano. A autarquia tem a informação das Estradas de Portugal que a construção da circular a poente e a requalificação da EN109 estão em fase de elaboração de projecto.

ESTACIONAMENTO: MAIS RESPOSTAS E NECESSIDADES

O estacionamento urbano, face ao crescimento do parque automóvel e ao afluxo ao centro da cidade aos dias de mercado, é um dos problemas que a CMT tem em mãos, apesar do esforço da autarquia para criar novos lugares.

Nos últimos anos foram criados 4 parques: REFER (94 lugares), Praça do Município (154 lugares com possibilidade de utilização gratuita na primeira meia hora); Parque do Antuã (97+ 6 Roulottes); e Parque temporário da Rua Desembargador Correia Teles (46), tendo-se ainda feito a marcação dos espaços individualizados de estacionamento nas principais artérias urbanas, como forma de disciplinar e incrementar o estacionamento. Em estudo estão dois projectos para parques de estacionamento no Quarteirão Norte à Praça Francisco Barbosa (80 lugares) e envolvente à Escola Secundária (64).

A Secundária está a sofrer obras profundas de remodelação e havendo a “necessidade premente de criar lugares de estacionamento”, a Câmara Municipal conseguiu um acordo envolvendo o CDE e a Parque Escolar e elaborou um projecto que prevê a criação de 64 lugares.

Com uma taxa de eficácia de 68,7%, a CMT tem tido um papel muito positivo na resolução de questões, na sua maioria apresentadas pelos munícipes. “A participação cívica é sempre bem-vinda”, afirma o responsável. As situações não resolvidas resultam essencialmente de projectos em elaboração, obras em curso ou falta de condições estruturais.

A interacção entre agentes (comerciantes, resposta a Emergência, munícipes) é uma mais valia deste grupo. Entre as acções mais relevantes destacam-se a implementação de Posturas de Trânsito de Freguesias, a Sinalização Geo-referenciada e a semaforização por LED´s.

A CMT é constituída por representantes da Câmara Municipal (Vereador do Trânsito, GAP, DOMA, DEV, DSU e DPU), Assembleia Municipal, Bombeiros Voluntários, Guarda Nacional Republicana e Associação Empresarial SEMA, com a colaboração das Juntas de Freguesia.