MINISTRO PROMETE FINANCIAMENTO PARA A DESPOLUIÇÃO DAS VALAS

sexta, 05 de maio 2006

O Ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, garantiu, em Estarreja, o financiamento da segunda fase do ERASE - Projecto de Regeneração de Águas e Solos de Estarreja, respeitante à despoluição das valas hidráulicas. “Seguramente haverá fundos comunitários”, afirmou o governante que visitou a Estrutura de Confinamento (EC) do ERASE, no Complexo Químico (CQ), onde estão depositados 300 mil metros cúbicos de lixos industriais. A primeira fase do ERASE contemplou a remediação dos solos contaminados do CQ que foram removidos e colocados na EC “uma solução pioneira e um caso exemplar para o nosso país e à escala europeia”, salientou o Ministro. Por recuperar ficaram as valas hidráulicas que drenavam os esgotos do CQ para a Ria de Aveiro. De olhos postos no próximo ciclo de fundos comunitários, previsto para o período de 2007 a 2013, o tutelar da pasta do Ambiente declarou que “teremos em especial atenção os passivos ambientais”. Assumindo que o ERASE “passa também pela descontaminação das valas”, Francisco Nunes Correia afiançou que a “segunda fase encontrará um seguimento adequado”. Remediar os resultados de 50 anos de poluição é a missão do ERASE que, aos olhos do Presidente do Município, “representa um bom modelo de como alterar a realidade e a imagem de Estarreja”. José Eduardo de Matos salientou outros pilares de desenvolvimento sustentável erigidos pela autarquia. A implementação do saneamento, com uma cobertura actual de 72%, o “inovador modelo” do Eco Parque Empresarial, cuja “candidatura aos fundos comunitários não foi contemplada” e o projecto BIORIA, de promoção do património natural do concelho, que aguarda financiamento para a segunda fase. Sobre outras preocupações, nomeadamente a nível regional, o autarca reclamou a construção da Barragem de Ribeiradio, “tão importante e tão urgente”, e a definição de um modelo de gestão da Ria de Aveiro, que “não pode continuar ao abandono, precisa de uma intervenção”, alertou. Na resposta, o Ministro disse que “as preocupações de Estarreja são preocupações do país e a nossa obrigação é contribuir para resolver os problemas”. Garantiu que Ribeiradio “vai para a frente e não está esquecido”. O projecto será concluído este ano e a obra será lançada até inícios de 2007. A gestão da Ria será uma questão a resolver com a criação da Administração de Recursos Hídricos do Centro, cuja criação está prevista no âmbito da nova Lei da Água, assumindo o responsável a delegação de competências em autarquias e entidades da região de Aveiro.